
Lisboa em 1961...
Ano após ano, as iluminações de Natal fazem parte da paisagem humanizada, aclarando com todo o simbolismo a esperança de um mundo melhor. Sendo esta a maior das aspirações da humanidade e também, por analogia, da missão dos bombeiros, não é de estranhar a presença, na foto artística e documental destacada, da autoria de Arnaldo Madureira, de um veículo de socorro a apoiar trabalhos em luminárias.
Tirada em 1961 no Bairro de Alvalade, símbolo da Lisboa moderna, mais precisamente na Avenida da Igreja, vê-se arvorada uma Auto-Escada Mecânica (AEM) do então Batalhão de Sapadores Bombeiros, marca Magirus-Deutz, de 1954. Era a AEM 6. Este veículo estava alocado à 3.ª Companhia, instalada na Avenida Rio de Janeiro (sede) e na Avenida dos Defensores de Chaves (estação), existindo mais dois iguais noutros pontos da cidade.
Tirada em 1961 no Bairro de Alvalade, símbolo da Lisboa moderna, mais precisamente na Avenida da Igreja, vê-se arvorada uma Auto-Escada Mecânica (AEM) do então Batalhão de Sapadores Bombeiros, marca Magirus-Deutz, de 1954. Era a AEM 6. Este veículo estava alocado à 3.ª Companhia, instalada na Avenida Rio de Janeiro (sede) e na Avenida dos Defensores de Chaves (estação), existindo mais dois iguais noutros pontos da cidade.
Modelo alcunhado de "Boca de Crocodilo", integrou um importante lote de material adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, durante o período de 1949 a 1954, no qual foram investidos 10 milhões de escudos.
Quando atingiu o seu tempo de vida útil, a retratada transitou para os Bombeiros Voluntários de Alhandra, onde esteve ao serviço e acabou por ser novamente abatida.
Mas, a velha escada é resistente. No ano de 2023, um casal de fotógrafos portugueses que de forma criativa dá a conhecer locais votados ao abandono, os Yellow Jackets, registou a presença da Magirus-Deutz entre outras viaturas antigas que compreendem o acervo de maiores dimensões do Museu do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
O referido património automóvel, cujo estado de conservação e protecção tem sido várias vezes colocado em causa no âmbito da política autárquica, aguarda, tanto quanto julgamos saber, por melhores dias. Oxalá 2026 possa ser o ano da sua restauração, para gáudio de todos aqueles como nós, apreciadores da história de Lisboa e do seu serviço de incêndios.

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Pesquisa/Texto: Luís Miguel Baptista
Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa e F&H


