
Recentemente, o Diário de Moçambique referiu um caso de crítica a bombeiros voluntários.
Uma noite, os bombeiros de Nampula receberam pedido de socorro para um incêndio que se desenvolvia ao ar livre, mas com aspecto ameaçador.
Os bombeiros chegaram e logo se embrenharam na sua habitual azáfama, Mas, pouca sorte. A moto-bomba não se dignava "pegar" e só após porfiados esforços entrou a funcionar.
Pois logo um qualquer mirone fez comício, verberando o contratempo, de que os briosos bombeiros não tinham a menor culpa.
Já temos assistido a casos idênticos. Não sabem, ou não querem saber, esses mirones que logo aparecem nos sinistros, gozando o espectáculo, quanto esforço, quantas dificuldades são necessárias para ter uma moto-bomba, que como qualquer máquina, ou pessoa, se avaria, quando menos se espera.
Que dirão esses mirones mal-dizentes, que escusa apresentam, quando uma corporação de bombeiros voluntários deles se acerca para um subsídio, para um óbulo, que sendo para a corporação, é também para eles - esses mirones mal-dizentes?
Lisboa, 1967
Foto: Arquivo Digital AEJE
Perspectiva aérea da cidade de Nampula durante a administração portuguesa
Perspectiva aérea da cidade de Nampula durante a administração portuguesa
Nota da Redacção: Infelizmente, é muito escassa a informação sobre a existência dos Bombeiros Voluntários de Nampula, extintos com a independência de Moçambique. Sabe-se que a respectiva Associação foi fundada em 1963, numa fase de crescimento local influenciado por factores económicos, urbanos e militares. Somente a 24 de Abril de 1965 viu aprovados os seus estatutos.


